Olá, pessoal! Hoje resolvi falar um pouco sobre o “ritual” para consumir o vinho. Parece frescura, porém é justamente ele que diferencia o simples beber do degustar. Com algumas dicas vocês poderão notar como o seu paladar vai se adaptando à bebida e transformará a sua degustação em uma experiência muito mais interessante. Vale a pena se reunir com os amigos para que cada um detalhe suas sensações, pois gosto é uma coisa individual e subjetiva.

Um dos fatores que podem alterar completamente os sabores do vinho é a temperatura, que pode variar de acordo como o estilo do vinho. Brancos, tintos, rosés e espumantes tem características particulares e deve-se respeitar a temperatura de serviço de cada.
Por exemplo, um tinto servido a uma temperatura mais alta, pode ressaltar demais o álcool tornando-o desagradável, bem como um branco muito gelado pode esconder seus aromas e sabores e ficar insosso e vice-versa. Existem tabelas que apresentam a temperatura correta para cada tipo de vinho, mas cá entre nós, quem tem em casa um termômetro para bebidas? Assim sendo, vamos ser práticos!

Para os tintos mais encorpados, o ideal é que a temperatura varie entre 16 e 18 graus, contudo, como vivemos em um país tropical, em dias mais quentes essa temperatura pode ser uma pouco mais baixa. Deixar a bebida por mais ou menos 10 minutos no congelador vai ajudar, mas o que vale mesmo é o gosto de vocês, se acharem que ainda está “quente” deixem um pouco mais. O vinho deve estar fresco na boca! Para tintos mais leves, a temperatura pode ser um pouco mais baixa.
Já para os brancos, uma dica: deixe pelo menos 25 minutos no congelador e quando servir, volte a garrafa para a geladeira para que se mantenha a temperatura. Champagnes podem seguir a mesma regra, eles não precisam ser bebidos estupidamente gelados, pois assim perdem suas características.
Experimentem, testem, avaliem as características em temperaturas diferentes. Isso certamente contribuirá para que vocês comecem a perceber as nuances da bebida, fazendo que avaliem melhor os aspectos que consideram mais agradável. O processo de tentativa e erro é muito válido!

Outra coisa que vai fazer vocês mudarem a percepção da bebida é o “cheirar” do vinho. Sério, pra mim, 70% do prazer da degustação consiste nos aromas. Não encha a taça por completo, deixe mais ou menos 1/3, isso ajudará na oxigenação. Prestem atenção na cor da bebida, se é mais escuro, mais claro, rubi, violeta ou até mesmo quase negro de tão concentrado (num outro post falarei sobre as uvas e suas características). O ideal é inclinar a taça sobre uma superfície branca para enxergar melhor. Caso queiram, posso fazer um post só de taças e ferramentas etílicas pra incrementar o ritual.
Vocês provavelmente conhecem o esteriótipo do bebedor de vinho balançando e girando a taça que nem louco. Pode parecer bobeira, mas existe uma explicação bem simples, qualquer composto alcoólico, ao ser “mexido”, agita suas moléculas, volatiza o álcool e libera os aromas. Façam o teste, sintam os aromas com a taça parada e depois girando-a, é bem diferente!

Por fim, “mastigue o vinho”. Isso é bem legal e vai deixar sua degustação mais longa, fazendo com que aproveite bem mais. Coloque uma boa quantidade de vinho na boca e bocheche, isso mesmo, sinta o peso da bebida e todos os seus sabores. Outra dica é oxigenar o vinho dentro da boca. Não é difícil, puxe o ar “fazendo biquinho” enquanto estiver com a bebida na boca, como se estivesse fazendo borbulhas com o líquido.
O vinho se encherá de oxigênio e os sabores literalmente explodirão. Não se importe em fazer barulho… faz parte! Após engolir, concentre-se um pouco e comece a perceber os sabores que ficarão na boca, frutas, chocolate, madeira e outros, isso se chama ‘sentir o final do vinho’.


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